MAÇONARIA DIA DAS MÃES
domingo, 14 de maio de 2017
MAÇONARIA; Dia das MÃES
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quarta-feira, 3 de maio de 2017
INCOMODA MUITA GENTE
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016
O CHIQUE DA PLACA
O CHIQUE DA PLACA
Chico e Tião são servidores
municipais das antigas, como de costume passaram na garagem da secretaria de
Trânsito e pegaram o que seria a tarefa da quinta-feira: Colocar mais uma placa
para orientar desavisados e conhecedores que tudo tem um modo de chegar e de
forma correta.
No velho Gol
branco ano 1998 já com a lataria denunciando o cansaço, a nova placa presa no teto
do veículo com uma corda e partiram ao destino reservado.
Estacionaram o
velho carango. Era cedo ainda, tiraram a placa, deitaram-na sobre a grama e sentaram-se para comer o desjejum. Desenrolando o guardanapo que envolvia o
murcho pão com manteiga, Tião se espantava com a rapidez com que Chico tomava o
café da pequena garrafa térmica, a fim de dissolver o pão seco que mastigava
sem fim no canto da boca.
-
- Qual placa é a de hoje, Tião - disse Chico mastigando de boca aberta
-
- Sei não Chico deve ser mais uma daquelas que
levam todo mundo para lugar nenhum - resmungou Tião
Chico já havia
engolido todo o alimento matinal e começou a rasgar o papel marrom que
agasalhava a placa. Começou a ler, releu, leu novamente, coçou a cabeça e se
virou para Tião.
- -
Tião, tem lugar novo na cidade?
- -
Tem que ter Chico ou a gente tem serviço não
– respondeu Tião
Segurava a placa
incomodado, balançava a cabeça de um lado para o outro, murmurava palavras sem
sentido mirando o texto que lá estava escrito.
-
- Tião, esse pessoal é muito burro – informou Chico
-
- Não entendi não, como assim?
-
- Aqui diz, olhe só, Shoopin, tá errado não? –
falou mostrando a placa
para o amigo que terminava de comer.
Com as
sobrancelhas arcadas, Tião colocou a mão sobre o queixo, feito um crítico olhando
detalhes de uma obra de arte.
-
- Chico, é lugar de japonês, Shoopin.
-
- Não acho não Tião, é coisa de música.
- -
Verdade Chico, a gente na igreja toca, né
não? – concordou Tião
-
- Tocamos sim, mas acho que tá errado ainda.
-
- Tá mesmo. – falou Tião sorrindo pela descoberta
-
- O certo é Chopin – decifrou o erro Chico
-
- Correto, compositor Chopin.
Os dois colegas
deitaram novamente a placa no gramado, conversaram que seria importante
telefonar para o chefe avisando que na placa havia um equívoco. Sabedores que o
chefe era extremamente grosseiro e de pouca paciência, foi no par ou ímpar para
saber quem seria o privilegiado para telefonar na Prefeitura, Tião foi o
escolhido pela sorte.
Tião digitou no
velho celular empoeirado, com uma mão na
cintura, contava na cabeça os toques da chamada. Chico encostado na árvore, com
um palito de dente dançando sobre os lábios mirava o amigo a distância.
Após perder a
conta dos toques a ligação foi atendida,
era a secretária:
-
- Moça, é o Tião. Olhe, a placa de hoje sabe,
eu mais Chico, achamos que tá escrivinhado errado.
-
- Escrivinhado é errado, o certo é escrito – disse rindo a secretária do outro lado do telefone.
Colocando a mão no
bocal do celular, Tião virou-se para o amigo, e disse que a secretária achava
que ele é quem estava errado. Chico deu com os ombros e olhou para o outro lado.
-
- Olhe moça, na placa tá escrivinhado Shoopin
mas é Chopin igual o compositor – retrucou
Tião
-
- Como? – perguntou a secretária
- -
Tá errado. Tem duas letras O e começa com S–
tentou explicar Tião
-
- Aguarde na linha que informarei o Secretário
de Trânsito sobre isso.
Tião fazia sinal
de positivo para Chico como se tivesse ganho o prêmio Nobel. Estava suando, nervoso
pois sabia que seus créditos estavam indo ralo abaixo com a demora da
secretária.
-
- Secretário, tem um servidor ao telefone
falando que Chopin não é com S.
-
- Quem? Que Chopin? – disse o Secretário sem entender nada
-
- O compositor – explicou a mulher
- -
Não tenho a menor ideia, ligue para a
Secretaria de Cultura – despachou
o secretário.
Ela pediu para
Tião esperar e com outro telefone ligou para a Secretaria de Cultura.
-
- Escuta, tem um servidor que disse que a placa do compositor Chopin está
escrito errado – falou a
moça
-
- Errado ? Como assim? – quis saber a outra secretária
- -
Está escrivinh...escrito com S e dois Os.
-
- - Não temos essa informação, é melhor você perguntar ao jurídico.
- - Não temos essa informação, é melhor você perguntar ao jurídico.
Depois de desligar
o telefone começou a procurar o número do ramal e ligou rapidamente.
- -
Jurídico. – disse uma voz masculina
-
- Escuta, tem um servidor fazendo um serviço
na rua e disse que está escrito Chopin errado.
-
- Que Chopin?
- -
O autor, oras bolas – falou em tom sarcástico a secretária
-
- Um momento – pediu o advogado
Com o fone sobre a
barriga, relatou o equívoco ao demais que encontravam-se na sala e perguntou:
-
- Quem foi que fez a petição do autor Chopin?
Está com o nome errado.
- -
Deve ter sido feito direto, diga para
ligarem no gabinete – falou
outro advogado
A secretária já
estava estressada e mesmo assim ligou para o ramal do gabinete. Não havia
ninguém na sala, quando um garçom que acabava de levar um café na sala de reuniões,
passava perto da mesa atendeu o
telefone.
-
- Gabinete, bom dia
-
- Escuta foi daí que mandaram colocar um
Chopin? – disse a secretária
com os dentes fechados.
Neste momento
passava o chefe da cozinha e o garçom
indagou quem colocou Chopin, pois estava errado.
O chefe explicou
que o certo é champignon e provavelmente Chopin deveria ser algum derivado de
regiões diferentes e colocar a iguaria é extremamente chique.
De imediato o
garçom explicou para a secretária, que passou a responder ao Tião que já estava
deitado ao lado da placa.
- - Tião, manda brasa assim mesmo
-
= Mas num tá errado?
- - Chopin com S e dois Os é absolutamente chique – finalizou a mulher
Tião ficou parado
por alguns segundos raciocinando sobre a informação, quando Chico perguntou:
-
- O que disseram, tava errado mesmo?
-
- Não. Eles falaram que é absolutamente chique,
vai entender.
- - Vamu colocar rápido, vai que o pessoal do
bairro veja, vai dar uma vergonha danada, lembra da placa da capivara? – relembrou Chico
Pegando a placa do chão Chico desabafou.
- -
Esse pessoal da Prefeitura não entende nada
de música!
Antonio Carlos Gomes
24.11.2016
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
O Dia em que um PEIDO parou o Show
O Dia em que um PEIDO parou o Show.
Durante um show veja o que aconteceu, uma mulher cai da cadeira e o humorista Geraldo Magela no show Ceguinho é a mãe.
Muito ENGRAÇADO!
Durante um show veja o que aconteceu, uma mulher cai da cadeira e o humorista Geraldo Magela no show Ceguinho é a mãe.
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016
A INICIAÇÃO DE HOMER SIMPSONS
OS SIMPSONS NA MAÇONARIA
No episódio 12 da 6a. temporada, Homer Simpson,, percebe que seus
amigos Lenny e Carl estaão agindo de forma estranha, e os segue até
descobrir que eles fazem parte de uma antiga sociedade secreta,
denominada "Os Lapidários" (The Stonecutters).
Saiba outras referências da Maçonaria nos filmes do Cinema
“Maçonaria no Cinema” já disponível na versão digital e o livro físico disponível no dia 15.10.2016.
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No site UOL desta quarta-feria (17) traz uma matéria sobre "Stranger Things” no traço dos Simpsons.
O ilustrador belga Adrien “ADN'' Noterdaem é conhecido por seu ótimo blog Simpsonized,
em que ele adapta qualquer personalidade, celebridade ou personagem de
ficção ao traço dos Simpsons de Matt Groening. A nova viagem do artista
foi levar os personagens da fictícia Hawkins, a cidade do
seriado-sensação Stranger Things, para o universo visual de Springfield.
Ficou incrível, veja só:
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
FRED FLINTSTONES NA MAÇONARIA?
FRED FLINTSTONES NA MAÇONARIA?
Tanto no cinema quanto na televisão, os desenhos animados estão
repletos de mensagens e símbolos. Aqui é a prova disso, uma das séries
mais queridas em todo o mundo. Seus personagens e sua música de
abertura ficaram eternizados.
Fred e Barney frequentavam uma paródia da maçonaria, a Irmandade da
Ordem Leal dos Búfalos D’Água, uma associação a absolutamente machista
da cidade de Bedrock, em plena pré-história, “que tem um aperto de mão
que todos precisam conhecer”, como diz seu hino.
Entre outras referências nos desenhos
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sábado, 13 de agosto de 2016
A CABANA E O SUPER-HEROI
A CABANA E O SUPER-HERÓI
Antonio Carlos Pereira Gomes
Olá meu
Pai, tudo bem?
Faz um
bom tempo que não nos falamos não é verdade?
Hoje
resolvi separar alguns minutos do meu dia para conversarmos.
Sabe
Pai, essa semana me peguei lembrando de você, de nós, da família, dos momentos
e cheguei à conclusões que precisa saber.
Fui um garoto privilegiado vivendo inúmeros
momentos ao seu lado. Empinamos pipa juntos, jogamos bola na rua, soltamos
bolhas de sabão pela casa, fizemos guerra de travesseiros, brincamos de fazer
cabana com os cobertores e embora o desespero da mamãe com a bagunça, aquilo
era o meu verdadeiro paraíso.
Foi
você quem me ensinou andar de bicicleta, aquele cai e levanta no jardim da
praça, me sentia protegido sabendo que você estava ali correndo ao meu lado,
pronto para me agarrar quando me desequilibrava. Aprenderia a perseverança até
conseguir pedalar sozinho com as mãos trêmulas no guidão da velha magrela. Mãos
na direção, gritava você quando eu disparava.
Sim tudo
aquilo era meu paraíso, minha vida, meu mundo particular. Me sentia o “Pequeno
Príncipe” de Antoinne Exupery, porém diferente. Não tinha uma flor para regar,
não possuía a rosa única. Eu era o protegido, o único SER a ser regado,
cuidado, mimado e me sentia soberano na felicidade concedida por Deus.
Pai você
sempre foi meu Super-herói. Forte,
corajoso, inteligente, protetor, benevolente, justo e perfeito. Nunca te vi
chorar, esmorecer, desistir. Era imbatível. Afinal os heróis não sucumbem. Levantam
das aparentes batalhas perdidas e salvam o mundo. São eternos.
Ainda
me lembro, na mesa do almoço, você postado na cabeceira. Era a imagem do meu
Super-herói sentado no trono do saber.
Contava as suas histórias, as escolhas da vida, a conduta de um bom
homem, os princípios a serem seguidos e os bons costumes. Parecia um Rei
Salomão, aconselhando, revelando os
segredos da vida e decifrando os caminhos certos nas escritas turvas do manual
de instrução do mundo.
Os meus
problemas eram muitos. Parar de brincar para tomar banho, comer verdura, ir à
missa de domingo, estudar para a prova, e tantos outros que já me esqueci.
Também
tinham as minhas falhas. Cara emburrada por não poder comprar uma bola igual a
do meu amigo, sujar a única camisa branca da escola brincando de pique-esconde,
esbravejar por ter que ir dormir no meio de um filme legal e de alguns
palavrõezinhos. Minha culpa minha
máxima culpa!
No meu
paraíso ganhava muitos presentes. Eles foram crescendo a medida que eu crescia.
O Triciclo, a bicicleta, o velho fusca da garagem e por ai vai.
Retribui
os presentes também meu pai. Não teve uma só vez que não te presenteei. Até
hoje não sei por qual razão te dava sempre uma caixa de lenços. Lenços
“Presidente”. Talvez porque fosse o chefão da casa, o líder, o meu Super herói.
Essa
visão foi mudando com o tempo, afinal eu fiquei adolescente.
Comecei
a achar que você ficou antiquado, suas ideias eram ultrapassadas, tudo que me
dizia só faria sentido no seu tempo e que eu deixaria de ser aprendiz e poderia
seguir firmes meus passos.
O mundo
era outro, eu estava esfuziante e como já não te olhava mais de baixo para
cima, era como se eu estivesse superando meu Super Herói.
Sim meu
Pai, eu me sentia forte, valente, onipotente.
Fiz o
mundo do meu jeito, da forma que eu queria e cantando como se fosse o Sinatra, I did My Way, e eu realmente fiz da minha
maneira.
Os seus
conselhos eu já tinha olvidado há tempos. Afinal eu era dono da verdade, brincando com o globo do
mundo imitando Chaplin em o Grande Ditador.
Mas
todo dia o sol é rei ao meio-dia e a lua rainha à meia-noite. Fui percebendo
que meu paraíso havia desmoronado em curto tempo.
Mas a
culpa é sua Pai, toda sua!
Por que
não me avisastes? Por que não revelou o segredo amargo e duro da vida.
Tiraste
as rodinhas da bicicleta e me soltou na ladeira do mundo. Cadê você meu Pai?.
O
caminho a seguir era você quem me mostrava. Eu tinha você em todo momento, se
brigavam comigo eram no afago dos teus braços que me acalmava. Hoje não é mais
minha mãe, coleguinhas, ou professoras que gritam comigo.
Gritam
comigo no trânsito, no estádio de futebol, na fila do mercado, no trabalho, o patrão,
o cliente, o manobrista, a esposa, até meus filhos. Tenho vontade de sair
correndo mas não posso.
Quantas
dúvidas, problemas, incertezas e você não falava mais nada. Estava só, tendo
que conduzir a vida, minha família, meu mundo despedaçado, tudo sem nenhuma
orientação da sua parte. Me abandonastes meu Pai?
Agora
eu estava sentado no topo da mesa, mirado pelos olhares deslumbrados dos filhos e da esposa à espera das minhas
histórias e dos meus conselhos. E agora? O que fazer? Não sou um Super-Herói
como você meu Pai. Sou uma fraude de mim mesmo.
Gostaria
que minha falha hoje, fosse sujar a camisa do terno com molho do macarrão e
sair correndo de castigo para o quarto. Mas eu cresci, casei, tenho filhos e
quando isso acontece, minha esposa contemporiza e diz para não se preocupar que
colocará para lavar.
Torcia
para que gritassem comigo, todos ao mesmo tempo de forma uníssona para que eu pudesse sair em disparada da mesa
e talvez encontrar os seus braços Pai.
Certo
dia fui pego de surpresa quando meu filho me fez a mesma pergunta que te fiz
quando era criança.
Pai,
como era no seu tempo?
Os
segundos de silêncio que se fizeram presente a espera da resposta ideal,
pareceram horas. Por onde começar?
Resolvi
ser mais prático e falamos de você meu Pai. Contei a eles nossas aventuras, nossos
momentos e ao contar tantas histórias vividas
senti que o fardo da cruz nas costas diminuía.
Falei
que a vida nos pregará algumas peças. Teremos que ter perseverança. Se cai e levanta
sempre, como andar de bicicleta e o importante é estar em movimento. Segura firme na direção. Sejamos donos dos
nossos sonhos.
Percebi
que já sabiam isso, pois ensinei aos meus filhos da mesma forma que me
ensinaste a andar na velha magrela, embora as bicicletas de hoje sejam bem mais
equipadas.
Meus
braços eram poucos para afagar tantos. A cada lição sobre a vida, me recordava
de você meu pai. Como salvar o mundo, como amenizar o sofrimento daqueles que
me são caros.
Das
nossas coisas vividas juntos e eu me pegava fazendo as mesmas. Cabanas de
cobertor, bolhas de sabão pelo apartamento e jogando bola na sala.
Sim
Pai, meu paraíso estava de volta. Queria
tanto que você pudesse brincar conosco e ver como seguro firme a direção do meu
mundo.
Sabe
Pai, hoje tudo é eletrônico, passam horas entretidos em jogos que pouco
compreendo, mas garanto que quando chegava do trabalho e pegava meus filhos, os
levantava para o alto, fazendo cocegas
nas barriguinhas deles, eram gargalhadas sem igual que me rejuvelhecia.
O tempo
passa mundo rápido. Você sempre falava isso, mas acredite agora no meu tempo
passa mais ligeiro.
Me olho
no espelho e estou bem mais parecido com você Pai. Também decifro o manual do
mundo sabia? Embora o tempo que se passou, os conselhos são os mesmos que me
passastes. Honestidade, Igualdade, bondade, liberdade, bons costumes e
fraternidade.
Sei que
a vida não é fácil, não foi para você Pai, não é para mim e não será para eles.
Sou o Super-herói deles e quanta responsabilidade.
As
vezes quero chorar e daria tudo para ter um daqueles dos seus lenços
“Presidente”. Ter filhos é uma forma que
o Grande Arquiteto nos dá de pedirmos desculpas aos pais.
Hoje
entendo tudo que me queria mostrar. Sim Pai, foi muito bom, tirar as rodinhas
da minha bike, descer a ladeira do mundo e por vezes te confesso tirei as mãos
do guidão e rapidamente segurei firme lembrando-me de você. E confesso que te
vi chorando várias vezes por debaixo das lentes grossas dos óculos de aro
preto.
Hoje entendo
o que é deixar o ultimo pedaço na espera que algum filho ainda queira comer e a
fome para nós Super-heróis sempre passará.
Aprendi
que começamos a envelhecer quando nossos sonhos diminuem. Percebi que os Pais
são como velas e suas chamas vão diminuindo, se apagando até não haver mais
fogo. Um dia todos perceberão que os cabelos ficaram ralos e os amigos ficaram
raros e a família ainda será o porto seguro de todos nós.
Bom
Pai, tenho bastante para te contar, porém está ficando tarde e um senhor na
minha idade não pode ficar nesse vento frio que aqui faz. Nossa falei igual à
você!
Vou
deixar essa rosa aqui hoje no vaso entre a sua foto e a da mamãe e qualquer dia
desses eu volto para falarmos mais ou quem sabe para ocupar meu lugar ao lado
de vocês.
Enquanto
isso não acontece eu me vou. Me aposentei e tenho três netinhos sabia? Tenho
compromisso. Agora sou o Pai do Super-herói deles e hoje é dia que fazemos cabanas
com os cobertores, bolhas de sabão na sala e não perco por nada.
Com as
saudades de sempre, obrigado Pai, meu Super-herói.
A CABANA E O SÚPER HEROI
de Antonio Carlos Pereira Gomes
12.08.2016
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