“A Urna e a Verdade”, de Antonio Carlos Pereira Gomes, apresenta a história, os símbolos e os ensinamentos do 11º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Os nomes de quinze eleitos são colocados em uma urna. Doze serão escolhidos para governar as tribos de Israel. A decisão deve ocorrer sem favorecimentos, e todos receberão o mesmo nome: Emeth, a verdade.
Essa passagem conduz o novo volume da coleção Os Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito: Mestre Eleito dos Doze — A Urna e a Verdade, de Antonio Carlos Pereira Gomes.
Depois das reflexões sobre justiça, vingança e tolerância desenvolvidas nos volumes dedicados aos Graus 9 e 10, o livro avança para uma questão decisiva: o que se exige de quem recebe a responsabilidade de governar?
A urna como símbolo de imparcialidade
A escolha dos doze oferece o ponto de partida para examinar a relação entre mérito, reconhecimento e responsabilidade. Ao colocar os nomes na urna, a narrativa apresenta um procedimento destinado a evitar preferências pessoais e ressentimentos.
O símbolo convida a refletir sobre situações que ultrapassam o ambiente maçônico. Nas instituições, no trabalho e na vida comunitária, exercer autoridade exige critérios claros, equilíbrio e respeito às pessoas.
Ser escolhido representa, portanto, o início de uma obrigação: corresponder à confiança recebida.
Uma Câmara entre a noite e a aurora
O livro acompanha o desenvolvimento da sessão do 11º Grau, explorando a Câmara que se abre à meia-noite e se encerra quando o dia aparece, as vinte e quatro luzes, os doze golpes iguais e o punhal de ouro e prata.
Esses elementos são apresentados em sua relação com os ensinamentos do grau. A passagem da noite à aurora oferece um cenário para pensar o esclarecimento da consciência e a necessidade de orientar a ação por princípios.
A obra também aborda a Conferência de 1802 e o Príncipe Ameth de Albert Pike, aproximando referências históricas e reflexões filosóficas do estudo dos símbolos.
Um homem verdadeiro em todas as ocasiões
A expressão que acompanha o volume sintetiza seu principal desafio: “Um homem verdadeiro em todas as ocasiões.”
A verdade exige coerência entre palavra e atitude. Essa exigência se torna ainda maior quando as decisões afetam outras pessoas.
Nesse sentido, A Urna e a Verdade propõe uma leitura sobre o caráter de quem governa: sua capacidade de julgar com imparcialidade, cumprir compromissos e resistir à tentação de transformar uma função em privilégio.
É uma reflexão que alcança também o leitor. Como agimos quando temos poder de escolha? Aplicamos aos outros os mesmos critérios que aceitamos para nós?
História, simbolismo e estudo compartilhado
Além da exposição dos temas do grau, o volume reúne curiosidades e cinquenta histórias para o ágape, oferecendo material para a leitura individual e para o diálogo entre Irmãos.
A proposta da coleção é apresentar a história, os símbolos e os ensinamentos do Rito Escocês Antigo e Aceito em linguagem acessível, preservando a profundidade das questões abordadas.
Mestre Eleito dos Doze dá continuidade aos livros Mestre Secreto, Mestre Perfeito, Secretário Íntimo, Preboste e Juiz, Intendente de Edifícios, Cavaleiro Eleito dos Nove e Mestre Eleito dos Quinze.
Sobre o autor
Antonio Carlos Pereira Gomes é jornalista, apresentador e escritor. Iniciado na Maçonaria em 1995, é Grau 33 — Grande Inspetor da Ordem do REAA, Grande Secretário de Imprensa e Comunicação do Grande Oriente de São Paulo e Grande Secretário de Comunicação do Supremo Conselho do Brasil para o Grau 33 do REAA. É também autor de Maçonaria no Cinema.
Conheça a coleção
Mestre Eleito dos Doze — A Urna e a Verdade integra a coleção Os Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito.
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